Menos nostalgia, comparações, críticas. Mais adequação, alegria e harmonia, por favor?!

3 de setembro de 2019 admin

Oi gente! Esse texto que deixo aqui sem grandes elaborações é hoje um desabafo e uma defesa
as crianças de hoje e o mundo que elas habitam, pelo menos várias que eu conheço. Escrevi
como resposta para um amigo hoje cedo enquanto conversávamos sobre temas
contemporâneos e nossas preocupações… "filhos mortos-vivos dentro de seus quartos com seus
computadores e fones de ouvido"? Me machuca duras críticas e condenações, que
possivelmente encubram nossos próprios medos e inabilidades em lidar com o novo…
"É preciso entender e aceitar que os tempos são outros. Tenho um filho de quase 12 anos que
fica no quarto, que usa fones de ouvido, que joga em rede, que faz belas listas de músicas, que
ouvimos no carro juntos enquanto o levo para a escola. Que me recebe na porta com um sorriso
e um abraço quando eu chego do trabalho. Conversamos sobre dificuldades de equipe que ele
viveu no jogo, enquanto ele guarda as compras no armário dos mantimentos que no dia seguinte
se tornarão o almoço que ele adora. Porque almoçamos juntos a comida que gostamos e eu faço
com carinho, e é dele a responsabilidade de lavar a louça. Falamos sobre problemas com
amigos que rolou nos jogos, das dificuldades de jogar em equipe e de como ajustou a grana para
o lanche na escola e o táxi para o inglês. Damos risada juntos no sofá vendo filmes que
aguardamos sair do cinema e chegar a nossa sala e assistimos séries. Eles dão muito material
pra conversa. Vamos ao cinema conferir filmes de jogos e de heróis. Conversamos sobre
animes, mangás, compramos livros juntos, nas livrarias e sebos. E ele conquista com sua
participação em tarefas cotidianas a verba para investir em suas batalhas virtuais. E não é
exclusividade do meu filho. Conheço várias mães que ensinam coisas semelhantes. Não é nada
extraordinário, apenas o básico da educação. Respeito e cooperação. Conhece o conteúdo dos
jogos preferidos dos seus filhos? Os escute sobre Isso. Eles aprendem mais que inglês,
aprendem estratégias também, que poderão ser úteis, certamente serão. E nós viajamos e
também não usamos o celular enquanto comemos. Mas usamos e muito o celular, porque hoje
somos conectados, não necessariamente "viciados". Os amigos do meu filho enchem minha
casa de riso e de bagunça e ele faz o mesmo na casa dos amigos. Escutam as minhas broncas,

me tratam com carinho e adoro comprar guloseimas pra eles curtirem enquanto jogam no quarto
com seus fones de ouvido e a companhia do Pet, que eles cuidam e integram no grupo com
muito carinho. E são tantas risadas, coisa de adolescente que às vezes tenho que pedir pra ser
menos. Ele pára seus jogos para dar olá e se despedir dos nossos amigos reais que nos visitam
em casa. Meu menino fica no quarto, no qual eu entro e dou olá para seus amigos virtuais.
Falamos sobre onde moram e seus nomes. Esses meninos e meninas estão tão somente
vivendo sua época. Não acho que são zumbis ou seja o que for. São garotos e garotas
contemporâneos e precisam ser respeitados nisso. Sim, há situações ruins, sempre existiram, de
outra forma, com outros riscos. Mas não deveríamos generalizar, e até marginalizar, desvirtuar.
Cansativa a dificuldade de muitos adultos em atualizar seus arquivos pessoais e aterrizar no
hoje, educar com as novas ferramentas que compõe a realidade e abandonar tanta nostalgia.
Não será mais como antes. É evolução. Sim há involução também. Mas e nós adultos o que
devemos fazer? Criticar ou aprender? Também não estamos jogando ou debruçados nas redes
sociais pelos celulares e tabletes concomitantemente ao ato de criticá -los? Há garotos e garotas
fascinantes entre nós que adoram jogos e computadores desfrutados em seus quartos com
janelas para o mundo. É assim hoje em dia. Eles têm opinião sobre os dilemas atuais da vida e
uma infância feliz. Sim isso é possível. Já os escutou? Cessou com as comparações? Então
pais, adultos conversem, conheçam, interajam, participem, aceitem e usufruam com seus filhos
de novos tempos, de novas relações. De Hoje. Menos nostalgia, comparações, críticas. Mais
adequação, alegria e harmonia, por favor?! 
Eu, Maria Marta mãe, como tantas outras aprendendo e ensinando com meu filho, hoje e não
ontem. 
E que Deus nos ajude!"
Maria Marta Ferreira


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